Cirurgia plástica e estética médica. Uma vertical, feita a fundo.
Dá para listar dez especialidades e atender mal todas. Preferimos conhecer o hospital, o anestesista, a prótese e a regra da combinada de uma só, e chegar nas outras depois de saber a mesma coisa sobre elas.
Seis características que aparecem juntas.
Quando estão todas presentes, a ferramenta genérica falha sempre no mesmo ponto: ela sabe de onde veio o lead e não sabe se aquela venda deu lucro.
Ticket alto
De R$ 12 mil a R$ 45 mil por procedimento. Ninguém decide no primeiro contato.
Decisão longa
Semanas entre a primeira mensagem e o sim, com silêncio no meio.
Entrada por mensagem
A paciente chega por WhatsApp ou Instagram, não por formulário.
Venda conduzida por gente
Quem atende decide o resultado. A mesma clínica converte muito diferente conforme quem responde.
Falta cara
A cadeira vazia e a sala reservada custam mais do que a consulta valia.
Custo variável real
O que sobra muda por hospital, equipe, material e combinação de procedimentos.
Duas operações que quase sempre são a mesma clínica.
A etiqueta ao lado de cada nome diz qual desenho de cobrança o motor usa ali.
Cirurgia plástica
Os três modelos de cobrançaInstagram e indicação, quase sempre por WhatsApp, e quase sempre pedindo preço antes de aceitar a avaliação. A primeira mensagem é “quanto custa uma mamoplastia?”, e a resposta certa não é um número.
Entre a avaliação e o contrato. A paciente sai da consulta com o orçamento na mão, diz que vai pensar, e some. Ninguém sabe em que ponto ela parou nem quando foi o último contato, então o follow-up vira memória de quem atendeu, e memória não escala.
Varia por clínica, e por isso o motor tem três modelos: pacote fechado, só a equipe médica, ou hospital pago direto pela paciente. Dentro de qualquer um deles o custo se divide em hospital, equipe e itens, e a regra da cirurgia combinada é de cada hospital, não nossa.
O orçamento nasce com o custo real do procedimento naquele hospital, com aquela equipe. O planejamento sai com a marca da clínica e muda de forma conforme o modelo. Contrato e recebimento ficam em colunas separadas, porque parcela combinada não é parcela paga.
Estética médica avançada
Protocolo em sessõesBoa parte vem da base que já operou ou já tratou. É a única das duas em que o paciente novo não é a maior fonte de receita: quem já comprou e volta é. Captação importa menos do que recompra, e quase ninguém mede assim.
Não é a primeira venda. É a segunda. O protocolo de seis sessões que para na terceira, o retorno anual que ninguém chamou, o pacote pré-pago com saldo que a paciente esqueceu que tinha. Receita já conquistada, que evapora por falta de aviso.
Protocolo em sessões ou pacote pré-pago. O custo por sessão é insumo mais hora do profissional, e há ainda o aparelho, que é investimento fixo diluído em sessões. Esse último número quase nenhuma clínica calcula, e é ele que decide se o protocolo vale a pena.
As sessões são etapas de jornada, com data prevista e responsável. O pacote pré-pago é contrato com saldo, então o que foi pago e o que foi entregue nunca se confundem. E o retorno vira automação por evento, que é exatamente o gargalo aqui.
Para onde o Hub vai, e por que ainda não foi.
Todas as cinco abaixo têm o mesmo formato de venda e o motor já acomoda a economia de cada uma. O que falta não é tecnologia: é conhecer a operação com a profundidade com que conhecemos a plástica. Se a sua é uma delas e você topa ser a primeira, a conversa é outra, e é melhor.
Transplante capilar e tricologia
A mais próxima do que já fazemos: ticket alto, venda conduzida no WhatsApp, custo que é quase todo equipe. O motor já calcula assim.
Reprodução assistida
Ciclo longo, decisão de duas pessoas e armazenamento cobrado por ano. Exige jornada multi-etapa e compliance que queremos fazer direito, não rápido.
Implantodontia e odontologia estética
Plano de tratamento em fases e laboratório como custo por caso. O mercado tem concorrentes verticais fortes e baratos; entrar aqui pede parceria, não confronto.
Cirurgia bariátrica
Jornada multidisciplinar longa, com um ponto de evasão a cada aceite da equipe. Alto valor, volume menor, e um desenho de produto próprio.
Oftalmologia refrativa
Conversão mais rápida e mais próxima de produto que de venda consultiva. Serve, mas não é onde o Hub rende mais hoje.
Preferimos dizer “ainda não” a dizer “claro, atende”.
Sistema que diz atender todo mundo costuma atender genericamente, e aí a clínica paga para adaptar o próprio processo à ferramenta. O Hub faz o contrário, e por isso a lista é curta.
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